Postou 11 junho 2007 - 21:30
hauahuahau... Não tinha visto q o Alvaro colocou a aventura aki.. rs
Realmente o acelerar de uma lancha potente não tem comparação c/ a "lerdeza" de um veleiro. Mas tem lá suas compensações. Os lancheiros tem uma certa richa c/ os velejadores. Isso já não é de hj, lembra mt o pessoal dos "AP's".. rs
Veleiro é uma parada mais romântica, mais zennn.. Sem falar q é mt mais seguro q uma embarcação a motor.. E não tem o inconveniente do cheiro de combustível dentro do barco, comuns as lanchas.. Ng vê travessia de volta ao mundo em cima de uma lancha estilo yath. Pq será? hehehe!!
Mas a escolha pela vela, foi em primeiro lugar financeira, visto q apesar de um veleiro ser mt mais caro q uma lancha do mesmo porte, a manutenção é infinitamente mais barata. Uma lancha dessas q o Rod comentou de 250hp, seu consumo é medido em litros por hora, coisa de 60 litros/hora. Seu tanque normalmente é de 300litros, q não sai menos de R$ 1.000,00 p/ abastecer.
Vejo mts donos de lanchas q vão p/ as marinas lá em angra e não saem do cais, curtem o fds td dentro da lancha, mas não tem $$$ ou coragem de dar uma voltinha nela.. rs
Qnto a aventura da primeira tentativa frustrada de levar o veleiro p/ angra, já foi narrada e ilustrada pelo Alvaro. Agora a segunda tentativa, foi mt mais emocionante, apesar de não ter feito tempo ruim, q pelo contrário, foi sol o tempo td.
O veleiro saiu do iate clube guanabara na quinta de madrugada, onde os tripulantes usaram a vela até a saída da baia de guanabara. Qndo finalmente resolveram ligar o motor (a diesel), sem sucesso. Como ainda estava ventando, resolveram seguir viagem na vela.
Após longas horas de mar, na altura da restinga da marambaia, o vento acabou e eles tentaram novamente ligar o motor (sem sucesso novamente). Arriaram as 2 baterias a bordo na tentativa. E como já não valia a pena voltar, pois já passava da metade do caminho e a noite chegava, já não restava mais opção a não ser esperar pelo vento (q não vinha).. rs
No breu da noite, em alto mar, avistando apenas as luzes dos petroleiros, resolveram me ligar p/ celular p/ pedir auxilio em terra (já q não funcionava o rádio p/ causa das baterias). Sim, eu não estava na 2ª tentativa, tive q trabalhar no feriado. Aconselhei a jogarem âncora e esperar o dia seguinte, já q nada podia ser feito.
O problema é q o barco estava na rota dos petroleiros e sem luz, seria tragédia na certa. Entrei em contato c/ a capitania dos portos de itacuruça e pedi resgate p/ mangaratiba. Onde fui encontrá-los c/ 2 baterias novas e 1 motor de popa do outro veleiro.
Continuamos a travessia, mas agora fui no barco (louco né), como era o único a deter a técnica de ligar o motor, não foram 5 viradas e já estava funcionando. Seguimos viagem, certos de q o pior já tinha passado (sonha Alice). Pois já estávamos na baia da ilha grande, c/ o motor funcionando e tds as baterias carregadas. rs
Não se passaram 5 milhas rumo ao novo lar do barco, eis q uma fumaça negra começa a sair de dentro da sala de máquinas.. Putz, desliga tdo, pega o instintor e pirotécnicos, coletes e tdo mundo pronto p/ pular na água p/ curtir a madrugada hipotérmica. Por sorte, não era incêndio, após o susto, fomos ver o q tinha acontecido. Para surpresa minha, o antigo dono colocou na descarga do motor, conexões de plástico (sim plástico) em forma de gambiarra, q começaram a derreter conforme o motor aquecia (sim, tb existem fdp's q vendem barcos gambiarrados)..
Colocamos o motor de popa q era só p/ segurança, p/ ser nosso motor principal. Seguimos viagem até nossa tranquila marina, onde o pessoal já aguardava apreensivo. Após 2 dias de puro perrengue.
O motor agora já está desmontado, as válvulas e conexões substituidas e a reforma indo de vento em popa.. A previsão p/ o término da obra é final do ano (verãozão), onde farei o open-boat, c/ direito a quebra de champanhe no casco p/ inauguração (o Rod participou do churrasco de inauguração do outro veleiro). Já está convidado p/ próximo e tds o CCB tb!
Bons ventos a tds.. rs